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A Trombofilia é uma doença que causa alteração na coagulação sanguínea, com consequente aumento do risco de obstrução dos vasos sanguíneos. Esta obstrução é denominada trombose.
 





 

Trombofilia pode ser hereditária?

A Trombofilia pode ser herdada pela genética familiar, ou adquirida, após o nascimento. Nos casos da forma “adquirida”, ela é caracterizada por um distúrbio do sistema de defesa do organismo, que começa a produzir anticorpos contra ele mesmo. Estes anticorpos afetam as paredes dos vasos sanguíneos, com consequente aumento do risco de trombose. Além da Trombofilia, existem outros fatores de risco para a ocorrência de trombose, como: obesidade, tabagismo, sedentarismo (não fazer atividade física), uso de hormônios (como os anticoncepcionais), após cirurgias em geral (especialmente naquelas em que o paciente não consegue se movimentar no pós-operatório) e também durante o período de gravidez, até sessenta dias pós parto.
 





 

Como a trombofilia pode afetar minha gestação?

Durante a gravidez, já ocorre, naturalmente, um estado de “hipercoagulabilidade” do sangue materno, visando o controle da hemorragia durante e após o parto. É por isso que muitas mulheres, portadoras de Trombofilia, descobrem a doença após alguma complicação na gestação, pois há uma maior chance de produzir trombos, os quais podem obstruir vasos da placenta, podendo ocasionar abortos precoces de repetição, óbito fetal, descolamento prematuro de placenta, hipertensão arterial(pressão alta) na gravidez, entre outros. É importante lembrar que não são todas as pacientes com Trombofilia que irão desenvolver trombose. A trombose ocorre nos casos em que estão presentes dois ou mais fatores de risco.
Conhecer o histórico da paciente é extremamente importante para que seja feita a investigação de Trombofilia. Esta investigação está indicada se a paciente apresentar histórico pessoal ou familiar de:
  • Infarto do miocárdio, AVC (derrame) ou trombose, antes dos 50 anos de idade;
  • Dois ou mais abortos espontâneos ou um caso de natimorto;
  • Casos de pré-eclampsia grave, principalmente em grávidas com menos de 32 semanas de gestação;
  • Descolamento prematuro de placenta
  • Óbito fetal anterior (morte do bebê dentro do útero)
  • Parto prematuro anterior associado com envelhecimento precoce da placenta
  • Gestação anterior com crescimento inadeaquado do bebê durante a gravidez
  • Familiar com trombofilia hereditária( os outros fatores já foram citados)
Nestas situações, o acompanhamento especializado deve ser realizado. O diagnóstico é feito através de uma complexa investigação laboratorial. O tratamento deve ser iniciado para prevenir as complicações. Medicações são utilizadas para controlar a coagulação e evitar a formação de trombos.
A gravidez é considerada de maior risco. Contudo, se a gestante for devidamente tratada e acompanhada por médico especializado nesta doença, as chances de sucesso são muito boas.
 





 

Cuidados durante o tratamento

O tratamento de Trombofilia consiste em medidas para prevenção de trombose (obstrução de vasos sanguíneos arteriais ou venosos). As medicações utilizadas são os anticoagulantes. A via de administração é injetável, subcutânea, com aplicação diária e com dose individualizada para cada paciente de acordo com o tipo de Trombofilia e peso da paciente. As medicações normalmente são utilizadas desde o início da gravidez ou após a ovulação, até um dia antes do parto e ser reiniciado após o parto e mantido por cerca de 40 dias. Em casos de tratamento de fertilização in vitro, o uso de anticoagulantes deve iniciar 24 horas após a coleta de óvulos.
O uso de medicação deve ser acompanhado de outras medidas preventivas, como: Controle de peso, com dieta saudável e fracionada a cada 3 horas. Evitar alimentos ricos em vitamina K, como rúcula, espinafre, agrião, alface americana, couve, grãos de soja, aspargos, óleo de oliva, couve, salsa, cebolinha, repolho verde, que podem interferir no efeito da medicação. Prática de exercícios físicos regulares, pelo menos 3x por semana. Lembre-se de realizar uma avaliação médica antes de iniciar a atividade física. Usar meia elástica de média compressão. Evitar cigarros. Eles danificam a camada interna dos vasos, aumentando o risco de trombose.
 





 
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