fundo parallax



 
Esta técnica consiste na fertilização no laboratório e transferência de embriões para o útero. Como os embriões são formados fora do útero materno, daí vem a denominação “fertilização in vitro”. Esta técnica é conhecida como bebê de proveta. Está indicada em casos de falha de inseminação artificial, obstrução tubárea e deficiência mais significativa na qualidade dos espermatozóides.
 









 

Primeira Etapa: Indução da Ovulação

A indução da ovulação é feita com medicação hormonal. São administrados hormônios através de injeções subcutâneas, com a finalidade de aumentar a capacidade do ovário para produzir óvulos. Sem esta medicação o ovário produz normalmente apenas um óvulo, ora do lado esquerdo, ora do lado direito.
Com a medicação, os dois ovários tornam-se funcionantes e, assim, aumentam as chances de se obter maior número de óvulos e, conseqüentemente, maior número de embriões fertilizados no laboratório. O acompanhamento da ovulação é feito por exames seriados de ultrassonografia. A medicação para estimular a produção de óvulos é administrada durante 10 a 12 dias.
Quando a maioria dos folículos ovarianos atinge cerca de 2,0 cm de diâmetro, é realizada uma medicação denominada “HCG purificado”. Esta medicação promove o amadurecimento dos óvulos contidos nos folículos ovarianos. Após 35 horas da aplicação do HCG, os óvulos estarão prontos para serem colhidos e utilizados.
 





 

Segunda Etapa: Coleta de Óvulos

A coleta dos óvulos é realizada sob anestesia; portanto, o procedimento é absolutamente indolor. A coleta é feita aproximadamente 35 horas após a administração do “HCG”, através da punção dos folículos ovarianos guiada por ultrassonografia. Este procedimento visa aspirar o líquido dos folículos ovarianos que contém os óvulos.
No mesmo dia da punção dos folículos, é realizada a coleta do sêmen. Este sêmen será processado e, finalmente, colocado em contato com os óvulos puncionados, no laboratório.
 





 

Terceira Etapa: Fertilização dos Óvulos

Este procedimento pode ser feito de duas maneiras: fertilização in vitro convencional (FIV) ou ICSI (o espermatozóide é injetado dentro do óvulo). Fertilização in vitro (FIV): Os espermatozóides são colocados em contato com os óvulos para que um deles penetre na membrana que envolve o óvulo (zona pelúcida) e entre dentro do óvulo. Assim, ocorre a fecundação e formação do embrião.
ICSI (Injeção Intracitoplasmática do Espermatozóide): Nesta técnica, o embriologista seleciona os espermatozóides de melhor qualidade para serem colocados dentro do óvulo. Um único espermatozóide selecionado é injetado dentro de cada óvulo com auxílio de um micromanipulador acoplado ao microscópio. Esta técnica está indicada em casos de deficiência severa da qualidade espermática.
 





 

Quarta Etapa: Transferência dos Embriões

Em 24 horas, o embriologista reavalia os embriões formados e classifica os mesmos segundo critérios rigorosos de morfologia. Os embriões são avaliados diariamente, para acompanhamento do processo de desenvolvimento e divisão celular e armazenados em uma estufa. Após a formação dos embriões, aguardamos cerca de três a cinco dias para o adequado desenvolvimento embrionário no laboratório e posterior transferência dos mesmos para o útero materno.
A transferência dos embriões é um procedimento indolor, com passagem de um fino cateter para dentro do útero. É realizada com auxilio de ultrassom, para visualizar a passagem dos embriões pelo colo do útero e colocação dos mesmos em local ideal na cavidade uterina. A transferência dos embriões para o útero é realizada entre 3 a 5 dias após a coleta dos óvulos e sêmen.
 





 

Quinta Etapa: Teste de Gravidez

O teste de gravidez, com pesquisa de βHCG no sangue, é realizado entre dez a doze dias após a transferência dos embriões. O exame de ultrassonografia, após teste de gravidez positivo, é realizado de 2 a 3 semanas após a transferência dos embriões. Este tratamento, portanto, dura cerca de 3 semanas.
 





 

Dúvidas frequentes

1.Este procedimento é dolorido?
Não. A coleta de óvulos é feita com a paciente anestesiada; portanto, é indolor.
2.Quais exames o casal deve fazer antes do tratamento?
Os exames são solicitados após a avaliação médica no consultório. Inicialmente, é necessário realizar uma análise das possíveis causas de infertilidade para, posteriormente, serem solicitados os exames adequados.
3.Existe um limite de idade para tentar a fertilização in vitro?
A idade da mulher está relacionada com as taxas de sucesso. Quanto mais jovens, maiores as chances de gravidez. Os homens com 50 anos de idade ou mais também apresentam queda na qualidade espermática e podem gerar embriões com qualidade comprometida.
4.A mulher pode engravidar depois da menopausa?
Sim. A gravidez é possível através da doação de óvulos. Na menopausa, a mulher não produz mais óvulos. Logo, é necessário recorrer ao banco de óvulos, para uma nova gravidez. O óvulo doado é fertilizado com o espermatozóide do parceiro. Posteriormente, após preparo uterino, o embrião é transferido para o útero da mulher receptora.
5.Posso engravidar depois de ter feito laqueadura?
Sim, a gravidez é possível através da fertilização in vitro. Em alguns casos, há possibilidade de reversão da laqueadura.
6.É possível engravidar após a vasectomia?
Sim, a gravidez é possível através da fertilização in vitro. Em alguns casos, há possibilidade de reversão da vasectomia. Quanto mais recente a vasectomia, melhor a qualidade dos espermatozóides num futuro procedimento de fertilização in vitro.
7.Mulheres que fizeram FIV estão mais propensas a ter uma gravidez de alto risco?
Não. Os riscos na gravidez dependem da saúde da mulher antes de engravidar e dos cuidados durante a gravidez. Em casos de gestação múltipla, como gestação gemelar, o risco de parto prematuro é maior que em gestação única.
8.As mulheres que têm abortos repetidos devem fazer FIV para ter uma gravidez saudável?
Não. A indicação da FIV nesta situação depende das causas associadas ao quadro de abortos repetidos para cada casal.
9.Como está a tecnologia para reprodução humana? Podemos escolher óvulos e embriões saudáveis para gerar um bebê saudável?
Sim. Durante o processo de FIV, são selecionados os melhores gametas com intuito de formar embriões com boa qualidade. Contudo, a investigação de alterações genéticas nos embriões formados não é feita rotineiramente. Esta investigação está indicada em alguns casos específicos.
 





 
Está pensando em realizar o tratamento? Agende uma consulta e tire todas as suas dúvidas!
ENTRE EM CONTATO CONOSCO