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Aborto de Repetição
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A trombofilia pode ser herdada através da genética familiar ou adquirida após o nascimento. Nos casos da forma “adquirida”, ela é caracterizada por um distúrbio do sistema de defesa do organismo, que começa a produzir anticorpos contra ele mesmo. Estes anticorpos afeta as paredes dos vasos sanguíneos, com consequente aumento do risco de trombose.
Além da trombofilia, existem outros fatores de risco para a ocorrência de trombose, como: a obesidade, o tabagismo, o sedentarismo (não fazer atividade física), uso de hormônios (como os anticoncepcionais), após cirurgias em geral (especialmente naquelas em que o paciente não consegue se movimentar no pós-operatório), durante o período de gravidez e pós-parto.
Durante a gravidez e puerpério (42 dias pós-parto), já ocorre naturalmente um estado de “hipercoagulabilidade” do sangue materno para auxiliar no controle da hemorragia durante e após o parto.
Durante a implantação do embrião no útero, há um aumento de vasos sanguíneos locais para permitir uma boa fixação e desenvolvimento do bebê, assim como uma adequada formação da placenta. O início da formação dos vasos que integram a futura placenta, ocorre junto com a implantação do embrião no útero. Portanto, os fatores que podem atrapalhar a adequada formação de vasos sanguíneos na implantação, podem também causar sérios problemas na
placenta e impedir o adequado desenvolvimento do bebê.

A placenta é responsável pela adequada nutrição do bebê dentro do útero. As mulheres com trombofilia apresentam maior risco de abortos espontâneos, hipertensão na gravidez, parto prematuro e óbito fetal.
Contudo, o tratamento é eficiente e permite um adequado desenvolvimento do bebê.
Conhecer o histórico da paciente é extremamente importante para que seja feita a investigação de trombofilia. Esta investigação está indicada se a paciente apresentar histórico pessoal ou familiar de:
•Infarto, derrame ou trombose antes dos 50 anos de idade;
•Dois ou mais abortos espontâneos ou um caso de natimorto;
•Casos de pré-eclâmpsia grave, principalmente em grávidas com menos de 32 semanas de
gestação;
•Descolamento prematuro de placenta;
•Óbito fetal anterior (morte do bebê dentro do útero);
•Parto prematuro anterior associado com envelhecimento precoce da placenta;
•Gestação anterior com crescimento inadequado do bebê durante a gravidez;
•Familiar com trombofilia hereditária.
Nestas situações, o acompanhamento especializado deve ser realizado.
O diagnóstico é feito através de uma complexa investigação laboratorial. O tratamento deve ser iniciado para prevenir as complicações. Medicações como o AAS (ácido acetilsalicílico) e heparina são utilizados para controlar a coagulação e evitar a formação de trombos. Esta medicação pode ser usada na gravidez. A gravidez é considerada de maior risco. Contudo, se a gestante for devidamente tratada e acompanhada por médico especializado nesta área, as chances de sucesso são muito boas.
Cuidados a serem tomados durante o tratamento:
O tratamento de trombofilia consiste em medidas para prevenção de trombose (obstrução de vasos sanguíneos arteriais ou venosos). As medicações utilizadas são os anticoagulantes. A via de administração é injetável, subcutânea, com aplicação diária, com dose individualizada para cada paciente, de acordo com o tipo de trombofilia e peso da paciente. As medicações, normalmente, são utilizadas desde o início da gravidez ou após a ovulação até 1 dia antes do parto.
Em casos de fertilização in vitro, o uso de anticoagulantes deve iniciar 24 horas após a coleta de óvulos. O uso de medicação deve ser acompanhado de outras medidas preventivas, como:
• Controle de peso, com dieta saudável e fracionada a cada 3 horas.
• Evitar alimentos ricos em vitamina K, como rúcula, espinafre, agrião, alface americana, couve,
grãos de soja, aspargos, óleo de oliva, couve, salsa, cebolinha, repolho verde, que podem interferir
no efeito da medicação.
• Prática de exercícios físicos regulares, pelo menos 3x semana. Lembre-se de realizar uma
avaliação médica antes de iniciar a atividade física. Pratique exercícios físicos durante a gravidez,
supervisionada por um orientador especializado na área. As gestantes devem fazer exercícios
específicos, que favorecem inclusive o parto, com fortalecimento da musculatura pélvica.
• Uso de meia elástica de média compressão.
• Evite cigarros. Eles danificam a camada interna dos vasos aumentando o risco de trombose.