Congelamento de óvulos: uma opção para mulheres que querem postergar a gravidez

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Atualmente, com muitas mulheres conquistando o mercado de trabalho em suas áreas de atuação, é cada vez mais comum adiar o sonho da maternidade. No Estado de São Paulo, de acordo com a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), a média de idade da primeira gravidez é de 27,3 anos. A década de 2010 foi a primeira nos últimos 40 anos em que a taxa de fecundidade de mulheres entre 15 e 19 anos caiu no Estado.

Embora seja um desejo legítimo, muitas mulheres se esquecem de que os ovários, órgãos responsáveis pela formação dos óvulos, também envelhecem e, infelizmente, não há como evitar o processo natural de perda progressiva da função ovariana.

Recentemente, novas perspectivas para tratamento destas mulheres têm surgido e dentre elas, destaca-se a vitrificação dos óvulos. A tecnologia existe há duas décadas, mas apenas nos últimos anos o procedimento foi modernizado, permitindo resultados animadores. O processo é possível por meio da estimulação ovariana para produzir óvulos em maior quantidade, com adequado acompanhamento médico e monitoramento com ultrassonografia.

Os óvulos são coletados em data pré-agendada, de acordo com os resultados dos exames de ultrassonografia, e congelados no laboratório por longo período. Assim, com os óvulos preservados, quando a mulher resolver engravidar, os óvulos serão descongelados e realizada a fertilização, utilizando os espermatozoides do parceiro.

O ideal é “congelar” os óvulos ainda em idade jovem, para que, quando houver o desejo de engravidar, as chances de uma gestação saudável sejam ampliadas. A tecnologia está ao alcance das mulheres e é indicada tanto para as mulheres que adiam a maternidade por questões socioculturais, como também para mulheres com câncer, e que vão se submeter a tratamento com quimioterapia/radioterapia. Nesta última situação, está indicada a vitrificação dos óvulos antes de iniciar a primeira sessão de tratamento oncológico.